MEUS VERSOS LÍRICOS
(Joésio
Menezes)
“Desde que
samba é samba”,
“Descobri que
sou um anjo”
E que tenho o
“dom de iludir”
“A filha da
Chiquita Bacana”
Com meu “amor
mais que discreto”.
Mas “eu não
peço desculpa”
Se deixo a
“morena dos olhos d’água”
“morrer-se
assim” com “dor-de-cotovelo”
Por causa da
“dama das Camélias”,
Com quem sou
“muito romântico”.
E já que
“nosso estranho amor”
É um “eclipse
oculto”,
Faço uma
“oração ao tempo”
Para que,
“sete mil vezes”,
Ela possa me
dizer: “eu te amo”.
“Acontece”
que é “coisa do destino”
A
“incompatibilidade de gênios”
Que há entre
“ela e eu”:
Ela curte
“blues” e “Peter Gast”;
E eu, as
canções de Caetano.
RUSGAS E
CONTURBAÇÕES
(Joésio
Menezes)
Não me olhes
com esse olhar desbotado
Nem me chames
com essa voz engasgada,
Pois não sou
eu o único culpado
Pelo fim da
nossa história conturbada.
Não me venhas
com esse papo furado
De que uma
história só pode ser encerrada
Quando o
alguém que temos ao nosso lado
Se revela uma
pessoa perturbada.
Não me
sorrias com esse falso riso
Nem me venhas
falar do prejuízo
Que o fim
desse enlace possa nos causar,
Pois não sou
eu assim tão imaturo
Ao ponto de
sentir-me inseguro
Caso nosso
amor tenha que acabar.
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