O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA
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(Glauco Mattoso)
Passeia pela
sala e faz lambança
no pé dos
móveis, máximo que alcança
um corpo tão
comprido e salsichudo...
provando que o
bassê, mais que a criança,
precisa
bagunçar, e só se amansa
com beijo.
Então, do meu nunca desgrudo.
só falta, à
mesa, usar o mesmo prato;
na cama nossa
noite é bem tranquilla.
Pois saibam que
até cocker, collie e fila
me latem dos
vizinhos! E eu lhes lato!
(Enrique de
Resende)
sem que eu
jamais os percebesse um dia,
surpreenderam-me
os anos... Em verdade,
não sou quem
fui, não valho o que valia.
pois quem vive a
sonhar não tem idade,
povoam-me a
cabeça, na invernia,
os mesmos sonhos
meus da mocidade.
por entre sonhos
de ilusão refeitos,
por entre os
poemas que, a sonhar, componho.
- Mas se em vida
sonhei, de olhos abertos,
é que eras tu a
vida do meu sonho.
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FAREJADO
Bassê
no apartamento fuça em tudo!
Já
li de especialistas um estudo
Comigo
no sofá, também cochila;
Estranham
que ao cão como gente trato?
MELHOR
IDADE
Envelheci...
Na minha ingenuidade,
Sempre
afeito, porém, à fantasia,
Fluiu-me
a vida, descuidosa e manda,
Vida
de poeta – um sonho de criança.
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