quinta-feira, 21 de março de 2013


UM DEDO DE PROSA

E A EDUCAÇÃO?... VAI BEM, OBRIGADO!

            Há alguns anos convivo com a Educação, pois dela faço parte. E o seu futuro me preocupa tendo em vista os rumos incertos que as autoridades (in) competentes estão dando a ela.
      Desculpem-me os que anseiam por mudanças no Sistema Educacional, mas “o novo” apresentado pelos governantes me mete medo, pois dentre as mudanças que já nos foram (e são) apresentadas, pouquíssimas contribuíram (ou contribuem) para o enriquecimento educacional do corpo discente e, principalmente, para o país. À medida que as mudanças surgem (e acontecem), mais pobre - educacionalmente falando - fica o corpo discente e mais incapacitado (e desmotivado), o corpo docente.
            A primeira (e mais urgente) mudança que o governo deveria promover acredito que deva ser na forma como a Educação é tratada em nosso país: com descaso. Brasil afora, escolas de ensinos Básico e Fundamental estão quase desmoronando nas cabeças dos alunos e professores. Enquanto isso, o governo prefere investir alto na demolição, reconstrução e construção de estádios de futebol a investir na reforma das escolas em ruínas e na capacitação dos profissionais da educação. E como se não bastassem os problemas por que passa o Sistema Educacional do Brasil, atendendo às exigências da Fifa (entidade máxima do futebol), os parlamentares aprovaram a Lei Geral da Copa do Mundo. A referida Lei obriga os estados que sediarão jogos da Copa do Mundo (a se realizar em 2014) a ajustarem o calendário escolar daquele ano. Ou seja, enquanto durar a Copa do Mundo os alunos ficarão sem frequentar as escolas.
            E assim, o Brasil segue em busca de uma melhor colocação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

MEUS VERSOS LÍRICOS


INCERTEZAS
(Joésio Menezes)

Não sei se me amas
Como dizes me amar,
Mas sei que na cama
Não costumas me recusar.

Não sei se a chama
Desse fogo a me queimar
É a mesma que inflama
O teu corpo a me chamar.

Não sei se te desejo
Tanto quanto eu almejo
Conquistar teu coração,

Mas sei que o teu sorriso
Desconcerta o meu juízo
E reacende-me a paixão.


FLOR DE MARÇO
(Joésio Menezes)

Era março de sessenta e um
Quando, no Centro-Oeste do Brasil,
Uma flor de beleza incomum
Para a vida simplesmente floriu
Sob os olhares atentos de Deus
Que, ao perceber os encantos seus,
Aos Anjos divinamente sorriu

E disse: “hoje me sinto feliz,
Pois eu acabo de me superar.
Dentre todas as coisas que já fiz
E na Terra eu resolvi deixar,
Esta é a mais perfeita e bela,
Por isso, passarei sua tutela
Para alguém que dela saiba cuidar...”

Anos mais tarde, fui o escolhido
Pelo Mestre - o nosso Criador -
Que, baixinho, soprou em meus ouvidos:
“Cuida bem desta raríssima flor!”
E desde então em meu jardim habita
A flor denominada Benedita,
Sinônimo do sublime Amor.
O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA


BEIJO PRIMEIRO
(Efigênia Coutinho)

Neste breve espaço da tua boca
Cabe o desejo mais intenso.
Todo o afeto que sobejo
Está neste beijo que nos toca,
A fundir as almas em ato imenso
Onde nada realmente se compara,
Com este grandioso, tão forte desejo
Que em nosso redor paira.
Desde o primeiro beijo desejado,
Podemos mil beijos acrescentar
Sempre com o mesmo desejo,
Mas nenhum nunca será
Como aquele assim tão esperado,
Mágico, perfeito, o primeiro beijo,
Do qual vai ser guardado na lembrança
Sentindo a mesma emoção,
Dum beijo feito aliança,
A marcar para sempre o coração.


ENCANTO PERDIDO
(Kora Lopes)

Sem ti tudo se entristece
E toda alegria vai embora...
Sem ti a vida perde o encanto
E a minh'alma solitária chora...

Até as estrelas que eu amo tanto,
Já não brilha como outrora
Porque a tua ausência tira-lhes o brilho...

E as noites frias sem os seus enfeites,
Já não me causam mais deleites
E só me enchem de muita tristeza
Pela incerteza
Que me deixaste ao partir,
Pois não sei se voltas
Ou se para sempre eu te perdi...
CRÔNICA DA SEMANA


COISAS QUE PODEMOS ESQUECER
(Tais Luso de Carvalho)

Por natureza, não sou uma pessoa triste, muito pelo contrário, mas sei que nossas vidas sempre serão povoadas por alegrias e tristezas, por coisas que passaram e por desafios que virão. Por vezes, certas coisas incomodam. Outras não. Fazem parte da bagagem.
Há dias, recebi uma mensagem por e-mail, um pps lindo. Mostrava Veneza num rigoroso inverno, enquanto Charles Aznavour cantava “Que c'est triste Venise”. Lindamente triste, se dá para dizer assim. O inverno é uma estação um pouco melancólica - se for longo.
            Veneza e o Velho Mundo... tão lindo.  Fiquei olhando a cidade e sua arte; seu Palazzo Ducale  maravilhoso e histórico.  Imaginei-me no inverno de Veneza, mas não como turista, e sim fazendo parte da cidade.  Porém, eu não aguentaria por muito tempo o inverno europeu. 
Mas, “Que c'est triste Venise” me pegou de mau jeito: começou a desencadear e a trazer à tona, algumas perdas, o passado, presente, futuro... Em pouco tempo estava aberto o baú das lembranças, onde estava tudo ajeitado, dobrado, guardado.
Mais tarde, dando uma volta no meu bairro, fui pensando na vida, na minha família, no próprio bairro e na minha cidade – que adoro. Lógico que certos pensamentos me acompanharam no passeio – ao olhar tantas árvores, o parque e as construções já tão íntimas. Tive a sensação de que tudo era meu, mas que um dia tudo deixará de ser. Senti que fui levada para outro patamar.  São pensamentos difíceis de serem dominados, pois chegam a mil, sem pedirem licença para entrar. E junto, chegam alguns questionamentos.
Qual a criança que não tem seus medos, suas inseguranças? Qual adolescente que não tem seus sonhos, suas frustrações, suas recaídas? Qual de nós, adultos, não temos nossas dúvidas, nossas preocupações, nossos pressentimentos quanto aos anos restantes caindo de maduro?
Este é o resultado de sermos tocados por uma música triste, por um filme triste, um inverno nebuloso e pintado por uma triste neblina. E hoje fui tocada por umas fotos tristes. Estas situações têm o poder de buscar tudo o que estava em repouso e jogar na nossa frente: taí, te vira com o entulho! Às vezes nos incomoda.
Mas hoje aconteceu o que eu não previa: certas lembranças, que vieram de supetão, não me surpreenderam.  Vi que ficaram muito longe, esquecidas. Nada despertou; nada se desarrumou. Minhas perdas já assimilei e algumas bobagens – esquecidas. Tudo aquietado, empoeirado no velho baú que cada um carrega consigo. Preferi ficar com coisas significativas, conquistas.
Penso nisso como um amadurecimento. De que adianta remexer tanto no passado, trazendo mágoas, raivas e lembranças que só servem para  tirar o foco do presente e do futuro?
Como estamos informatizados demais, quem sabe a gente não  aprende, sem querer, a deletar certos arquivos  que não fazem mais falta...
            Os anos nos tiram o viço da pele, mas nos dão algo em troca.
            Ainda bem...

quarta-feira, 13 de março de 2013

UM DEDO DE PROSA


14 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA POESIA

por Jussara de Barros

A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.
As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.
Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.
Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.
Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registradas em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.

Fonte: www.brasilescola.com
MEUS VERSOS LÍRICOS

RAZÃO VERSUS EMOÇÃO
(Joésio Menezes)

Eu, que muitas vezes vacilo,
Certeza só tenho da morte.
Porém, acredito na sorte
E dela hei de ser pupilo.

Entanto, na vida oscilo
Entre ser fraco e ser forte.
E de cara pro “vento-norte”
Sigo o meu destino, tranquilo.

Eu, que muitas vezes me entrego
Aos falsos amores, renego
Tudo o que provém da paixão.

Pois quando se está apaixonado,
A razão é posta de lado
E grita a voz do coração.


FLORES E MULHERES
(Joésio Menezes)

Quaisquer que sejam as flores:
Gardênias, Rosas ou Marias,
Nelas sobejarão primores,
Encantos, beleza e alegria...
E delas surgirão sementes
Que germinarão na vida da gente
A esperança de novos dias.

E quaisquer que sejam as mulheres:
Antonias, Franciscas ou Margaridas,
Esqueçamos os seus misteres
E vejamos o quão destemidas
São essas flores em forma de gente
Que o Jardineiro Onisciente
Semeou em nossas vidas.

O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA


AO ENCONTRO DO SEU CORAÇÃO
(Graciela da Cunha & Ginna Gaiotti)

Estou como abelha
ziguezagueando
por todos os lugares,
mergulhando em
alta velocidade,
dando rasante
para chegar
em seu coração...
Sinto borboletas
voando sobre mim,
rasgando a noite e
colorindo a escuridão!
É o frio no peito
anunciando paixão.
Sou eu pedindo amor,
_ tentando chegar
em seu coração...


ALMAS AZUIS
(Mário Feijó)

Traga-me um pedaço de pão
Meu coração tem fome de ti
Por isto sangra e pulsa
E tu és o alimento que me sustenta

Enquanto isto minh’alma
Beija-flores no jardim
Feito borboleta desassossegada
Recém desossada de seu casulo

Se todas as almas fossem vermelhas
Eu até poderia dizer
Que sangravam por amor

Porém existem almas azuis
Que se misturam
Entre o céu e o mar...

E há almas secas
Que rondam desertos onde perambulei
Agora pulso entre rosas vermelhas
E o azul esverdeado do céu/mar...

CRÔNICA DA SEMANA


VOCABULÁRIO FEMININO
(Leila Ferreira)

Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: DESCOMPLICAR.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.
Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango ou suco e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala!... Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar - nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia , não importa, – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso. Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

UM DEDO DE PROSA



OS RATOS DO SENADO

            Não bastasse o nojo que tenho de ratos, agora também tenho medo, pois, além de transmitirem diversos tipos de doenças ao ser humano e de desviarem - de maneira direta ou indireta – verbas públicas, eles ainda têm o poder de demitir esse ou aquele funcionário público que demonstrar qualquer tipo de aversão ou repugnância ao seu espécime.
            Recentemente, a foto de um desses roedores – morto nos corredores do Senado Federal – circulou pelas redes sociais com uma legenda que dizia: “E a gente que achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros”. O episódio (ocorrido no dia 06/02, às vésperas do carnaval) levou à demissão duas jovens estagiárias do Serviço de Administração da Secretaria de Recursos Humanos do Senado, as quais foram responsabilizadas pela exposição do cadáver do bicho na rede mundial de computadores.
            Porém, uma coisa não me ficou bem esclarecida: teriam sido elas demitidas por estarem ridicularizando o pobre rato ao compará-lo a Renan Calheiros ou por compactuarem com o assassinato de um semelhante do presidente daquela casa?
MEUS VERSOS LÍRICOS



SE EU FOSSE UM BEIJA-FLOR
(Joésio Menezes)

Se eu fosse um pequeno beija-flor
Certamente eu seria mais feliz,
Pois faria o que eu sempre quis:
Beijar teu corpo, sentir teu calor.

Se ao menos eu fosse um aprendiz
De beija-flor os teus lábios eu beijaria
E neles, extasiado, eu provaria
O doce néctar da flor de lis.

E se ainda eu pudesse ser
Esse beija-flor, eu teria mais prazer,
mais carinho, mais vida, mais amor...

Minha tristeza certamente acabaria,
E voando mais alto estaria
Se eu fosse um pequeno beija-flor.


FLOR DO OLIMPO
(joésio Menezes)

Recebi de Olimpo um magnífico convite
Para uma festa à sua deusa mais formosa.
Não é Vênus, nem Minerva, nem Afrodite,
Porém uma deusa muito bela e graciosa.

Trata-se de uma pequena flor, acredite,
Encantadora, delicada e fabulosa.
E há quem diga que Eros admite
Ser essa flor uma deusa grandiosa.

Uma deusa grandiosa na formosura,
No encanto, na meiguice, na candura,
Na graça, na beleza e no amor...

O Olimpo está em festa permanente
Com a chegada dessa deusa onipotente,
Que viera na forma de uma cândida flor.