terça-feira, 30 de setembro de 2008

UM DEDO DE PROSA


NÓS, OS SALTIMBANCOS DA VIDA REAL

Este ano não teremos eleições em Brasília (graças a Deus!...). Mas estamos acompanhando, de camarote, os telejornais que nos trazem notícias eleitorais dos outros estados da federação.
São notícias que, para não fugir à rotina, nos deixam estarrecidos: muitos são os candidatos que estão sendo assassinados em plena campanha.
Coincidência?... Claro que não!...
Na maioria dos casos são assassinatos encomendados, pois muitos dos candidatos que partem dessa para a "melhor" apresentam propostas de combate à corrupção, inclusive mostrando provas contra alguns dos concorrentes aos cargos públicos, o que incomoda (e muito!) àqueles que, feito parasitas, não querem largar "as tetas" do Brasil.
Isso é evidente!... Só não enxerga quem não quer!...
E quem são os culpados?... Nós, os "saltimbancos" da vida real, que nos deixamos comprar por uma cesta básica, por um vale-gás, por uma vaga de faxineiro (nada contra a profissão!) a um parente desempregado e por outros míseros benefícios que viciam as pessoas a não quererem trabalhar, ou seja, nos deixamos ludribriar pela política do "pão e circo". E por causa disso (e das nossas leis), muitos candidatos são eleitos e assumem seus cargos, mesmo sendo responsáveis por inúmeros crimes, muitos dos quais, bábaros.
Mais uma vez o povo brasileiro tem nas mãos a oportunidade de reverter esse quadro.
E que venham eles!...
MEUS VERSOS LÍRICOS



REFÉNS DA LIBIDO
(Joésio Menezes)


Uns dizem que meus versos são “tarados”;
Outros, que são cheios de emoção.
Também dizem que são apaixonados
E expressam as dores do coração.

Mas somente quando endereçados
Aos decotes “quase sem proteção”
Meus versos revelam-se assanhados,
Libidinosos, cheios de tesão...

Eles fluem, saem naturalmente,
Quando meus olhos, instintivamente,
Vêem os dois seios quase despidos.

E aos olhos do leitor desatento,
Os meus versos, cheios de sentimento,
Se transformam em “reféns da libido”.


AZUL-CELESTE
(Joésio Menezes)

Sob um decote azul-celeste
Escondia-se a causa dos meus anseios...
Para os meus nervos, um verdadeiro teste;
Um colírio aos meus olhos alheios.

Lado a lado, numa exuberância inconteste,
Revelava-se a imponência dos teus seios,
Provocando-me um delírio cafajeste,
Levando-me ao êxtase, sem receios.

E os meus olhos, cansados e envelhecidos,
Ficaram eternamente agradecidos
Ante aquela obra esculpida por Deus,

Pois ela, mesmo involuntariamente,
Acendeu-me uma chama incandescente
E inspirou estes singelos versos meus.
O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA E UNIVERSAL


O PICADEIRO DA VIDA
(Rodrigo Moura Cemi)

Acho que vou criar um novo curso de faculdade.
Um curso denominado felicidade.
Quando alguém lhe perguntar o que vai ser
Ou o que você faz, responda.
Eu vou ser feliz, eu faço felicidade.

Haverá muitas matérias, muita aula prática.
Serão ministradas aulas de alegria e respeito
Amor, sensibilidade, auto-admiração e humildade.
O estágio será obrigatório e intenso
E supervisionado pela sua consciência.

Os professores serão uns completos bobos idiotas
Palhaços que dão risada de qualquer coisa.
Se algum aluno fizer uma sacanagem ganhará ponto positivo
O mau humor ocasionará castigos e suspensões.
E em caso de tristeza justificada,
Serão oferecidas aulas de reforço.

E quanto ao valor da remuneração do profissional?
Será alto, inestimável e intangível.
Muitos se aproximarão de você por puro interesse.
Vão querer saber porquê você está sempre bem.
Vão querer rir com você, você ganhará muitos amigos.

Você não terá férias, terá que estudar sempre.
Muito trabalho em grupo sem direito ao silêncio.
Poderá falar “menos” e “iorgute”,
Os erros de português serão ignorados.
E os erros de cálculo desconsiderados.
Embora alfabetização não seja pré-requisito.

E no fim do curso, o trabalho de conclusão.
A banca julgadora estará a sua espera
À sua volta, e você no meio do picadeiro.
Você saberá se todo o investimento valeu a pena.
Ou se apenas nasceu, viveu e morreu.


A DECLARAÇÃO!
(Vanessa Mota)

Você entrou no meu pensamento
Sem eu mesma esperar
Mas minha vergonha não tem cabimento
E eu não sei como a você me expressar.

Gostaria de uma maneira saber
De o que eu sinto poder te dizer
E em meu coração manter
A esperança de sempre ter você.

Quero muito falar com você
Mas sempre me falta coragem
E quando torno a te ver
Minha mente parece fazer uma viagem.

Aqui estou a me declarar
O que eu sinto você deve saber
Meu coração parece que vai parar
Quando penso em te perder.
CRÔNICA DA SEMANA


CIRURGIA DE LIPOASPIRAÇÃO?
(Herbert Vianna)

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
Cuide bem do seu amor, seja ele quem for.
RESENHA LITERÁRIA


AS MENINAS
(Lygia Fagundes Telles)

O livro As Meninas foi lançado no ano de 1973, um dos períodos mais críticos da História recente de nosso país, já que a censura e a repressão do governo militar estava no auge. O livro nos trás a história de três meninas que têm o seu destino trançado, ao se encontrar em um pensionato de freiras. A partir de então, a autora nos trás o relato do dia a dia das meninas, em uma sucessão de acontecimentos e diálogos surpreendentes. Com uma dose de coragem, Lygia Fagundes Telles aborda temas polêmicos em seu livro e apresenta uma crítica velada ao sistema imposto naquele momento.
Em um primeiro momento temos a descrição das três personagens principais. Lorena é apresentada como a menina rica e cheia de ideais. Apaixonada por Marcos Nemesius, um médico casado e pai de cinco filhos, a estudante de Direito passa o livro a sonhar com um telefonema, uma visita ou mesmo um recado de seu amado, o que nunca ocorre.
A segunda personagem retratada é a revolucionária Lia, chamada algumas vezes por suas amigas de “Lião”. Filha de uma brasileira, natural da Bahia, com um alemão ex-nazista, Lia tem seus ideais bem resolvidos e demonstra muita fibra ao persegui-los, não importando as dificuldades que tenha que superar. Estudante de Ciências Sociais, tenta a todo custo reencontrar seu namorado, um preso político que será enviado para a Argélia.
Já, Ana Clara, é uma atormentada aluna de Psicologia que passa toda a história envolta com problemas de drogas, seu namorado traficante e alucinações com seu trágico passado.
A primeira vista, o livro parece se tratar de simples banalidades, problemas de mulheres recém-saídas da adolescência e futilidades. Contudo, sob uma análise mais cuidadosa do enredo, podemos depreender uma genial crítica à ditadura e a sociedade brasileira da época. Se considerarmos cada personagem principal, descrita acima, como sendo um segmento da sociedade, veremos que cada papel encaixa-se com perfeição.
A sonhadora Lorena seria a elite de nosso país. Uma classe a parte, rica, sonhadora e com a tendência de florear a real situação.
A drogada Ana Clara encarnaria as classes média e popular, atormentada e fora de sintonia da realidade. Sempre preocupada com uma subida de nível e se torturando com o passado, ela acaba ficando em um mundo particular, distante de tudo.
A lutadora Lia seria a parte da sociedade envolvida com guerrilhas, manifestações e qualquer tipo de contestação ao sistema, que tentaram a todo o custo reverter a situação em curso no país.
Algumas passagens do livro nos transmitem a idéia da busca da liberdade e da esperança de voltarmos à democracia. A personagem de Ana Clara a todo o momento exclama: “Pomba!”. Seria o símbolo da tão sonhada paz que a população brasileira estava clamando, mesmo que secretamente, naquele momento? Já a personagem Lorena vive a sonhar e esperar um amor impossível (Democracia?) e seu gato Astronauta que fugiu ainda filhote. Lia, desesperançosa, resolve fugir do país e encontrar com seu namorado no exterior, recurso este muito utilizado na época.
Todas as passagens citadas nos mostra como foi hábil e muito inteligente Lygia Fagundes Telles. A semelhança de diversos compositores de música da época, que falavam através de sentido figurado para escapar da censura, Lygia com sua habitual maestria aplicou o que poderíamos chamar de um verdadeiro “drible” nos censores do regime e publicou esta obra prima da literatura brasileira.

(Fonte: www.netsaber.com.br/resumos)
GRANDES NOMES DA LITERATURA


LYGIA FAGUNDES TELLES
(Fonte: www.resumosdelivros.com.br)

Escritora contista e romancista brasileira, nascida em São Paulo-SP, que recebeu o Prêmio Camões (2005), o mais importante na literatura em língua portuguesa, dotado com 100 mil euros. Filha de um promotor e delegado de polícia, viveu em Sertãozinho e outras pequenas cidades do interior paulista, devido as freqüentes transferências do pai. Aos oito anos foi morar com a mãe na capital paulista e depois no Rio de Janeiro, onde permaneceu durante cinco anos. De volta a São Paulo, matriculou-se no Instituto de Educação e passou a se interessar por literatura. Sua estréia literária deu-se com o livro de contos Porões e sobrados (1938), que foi bem recebido pela crítica. O sucesso se repetiria com Praia Viva (1944).
Em São Paulo, fez dois cursos superiores (Direito e Educação Física) na Universidade de São Paulo, enquanto trabalhava na Secretaria de Agricultura, para custear os estudos.
Tentou exercer a advocacia e chegou à procuradoria no estado de São Paulo, mas acabou por se dedicar totalmente à literatura. Começou (1949) a colaborar no suplemento literário do jornal carioca A Manhã e no mesmo ano lançou o livro de contos O cacto vermelho, com o qual conquistou o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras. Na década seguinte viajou pela França e Itália (1955) e publicou o romance Ciranda de Pedra e o volume de contos Histórias de Desencontro (1958), ganhando o Prêmio Artur Azevedo, do Instituto Nacional do Livro. Eleita (1985) tornou-se a terceira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Teve algumas de suas obras traduzidas para o inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e inclusive para o polonês. Embora tenha se destacado como contista, em sua obra literária destacam-se os romances Ciranda de Pedra (1954), adaptado com sucesso para a televisão, Verão no Aquário (1963), Antes do Baile Verde (1969), As Meninas (1973), a mais conhecida de suas obras e adaptada para o cinema e a televisão, e As Horas Nuas (1989), além do volume de contos Histórias Escolhidas (1964), do livro de contos Invenção e Memória (2000) e o de memórias Durante Aquele Estranho Chá - Perdidos e Achados (2002).
O romance As meninas transformou-se em nome de um prêmio literário que é concedido pelo governo do estado de São Paulo. Ela já recebeu vários prêmios como os 4 Jabutis um dos mais importantes do Brasil e concedido pela Câmara Brasileira do Livro, 1 Afonso Arinos (1948), 1 Artur Azevedo (1958), 1 Boa Leitura (1964), 1 Guimarães Rosa (1971) e 1 PEN Clube Brasil (1977), entre outros.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

UM DEDO DE PROSA


É PRIMAVERA!

Setembro chegou!...
E com ele o perfume das flores, o balé dos colibris, o colorido das borboletas e o sorriso do sol, que dá boas-vindas à ESTAÇÃO DAS FLORES.
Setembro chegou trazendo com ele a chuva que há meses ausentara-se, deixando cinzas a relva e o céu.
Chegou setembro trazendo-nos a PRIMAVERA para renovar as nossas esperanças de um mundo mais justo, de um ar mais puro, de um povo mais unido, de um amor mais verdadeiro, de um ambiente mais saudável, ambiente este em que os colibris e borboletas possam cortejar as flores (recém-chegadas com a primavera) livres de quaisquer riscos.
Setembro chegou.
Desabrocharam as flores.
Reapareceram os colibris.
Ressurgiram as borboletas.
Começou a PRIMAVERA!...
MEUS VERSOS LÍRICOS






PRIMAVERA
(Joésio Menezes)



Eis que surge cheia de alegria,
Mostrando-nos seus grandes valores,
A esperada estação das flores
E com ela muito encanto e magia.

Os colibris voam em harmonia,
As cigarras cantam os seus amores,
As borboletas, das mais diversas cores,
Apresentam sua linda coreografia.

E as flores, mesmo ainda em seus botões,
Trazem aos nossos pequenos corações
Muita alegria, muita cor, muita paz...

Eis que surge a estação mais bela
Trazendo-nos em sua rica aquarela
Cores vivas, alegres, naturais...


EFEITO PRIMAVERA
(Joésio Menezes)

Hoje o sol acordou brilhando mais
e, radiante, sorriu para a mãe Natureza,
como se estivesse querendo dizer
que fora seduzido... enfeitiçado
pela estação das cores,
da fertilidade, da vida...
por isso estava sentindo-se feliz.

Feliz e seduzido pelo aroma das flores
que, timidamente, desabrocharam
sob o orvalho da madrugada;
enfeitiçado pelo balé dos colibris
que, despudoradamente, assediavam
as Valquírias, as Dálias, as Gardênias,
as Magnólias, as Rosas, as Margaridas...
flores sensuais, perfumadas, cheias de vida;
eternas musas ilibadas do outono,
do inverno, do verão, da PRIMAVERA,
enfim, de todas as estações,
de todos os corações.
O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA E UNIVERSAL




AS FLORES DA PRIMAVERA
(Vania Staggemeier)

Neste entardecer tão belo,
Entre todas as flores
Existe uma rosa amarela
Que vem ressurgindo
Com a primavera

Trazendo consigo
Seu delicado perfume,
Assim como esperanças
E oportunidades
Para novas amizades.

A primavera é tão bela
Porque traz com ela
Todas as flores e aromas
Revitalizando a inquietude
De todos os corações.

As rosas colorem o amor,
As vermelhas exalam paixão,
As amarelas trazem magia e a sedução,
As brancas com sua brandura
Trazem paz para os corações.


PASSA UMA BORBOLETA
(Alberto Caeiro)

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
CRÔNICA DA SEMANA


(Paulo Kostella)

Quando menina esperava um dia ter um namorado. Seria bom se fosse alegre e amigo.
Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos, ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse.
Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então, que precisava de um rapaz estável.
Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida mas era muito chato. Queria sempre as mesmas coisas, dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.
Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum.
Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Decidi buscar um homem, com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.
Procurei bastante, incansavelmente.
Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado, solteiro e sem rolos. Pensei logo em casar com ele, mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira.
Hoje, depois de tudo isso, aos 40 anos, gosto de homens com pinto duro... e só!

(Fonte: www.recantodasletras.uol.com.br)
RESENHA LITERÁRIA


OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO
(Érico Veríssimo)

A obra Olhai os Lírios do Campo, publicada pela primeira vez em 1938, é dividida em duas partes de doze capítulos cada. Na primeira parte o jovem e ambicioso médico de nome Eugênio revela o seu passado por meio de flashbacks durante o percurso que faz até o hospital onde Olívia, sua amada, está hospitalizada. Assim, conhecemos a sua infância pobre e o quanto ele foi humilhado na escola de medicina devido a sua classe social. Na faculdade conhece Olívia que se torna sua amiga e seu amor. Os dois têm uma noite de amor no dia do estourou a Revolução de 30.
No entanto, Eugênio conhece Eunice, um mulher fútil e vazia, porém rica, muito rica. Eugênio casa-se com Eunice apenas para ascender socialmente e sua vida muda: Ele consegue um ótimo emprego na fábrica do seu sogro e vive com uma mulher que não ama.
Algum tempo depois, Eugênio reencontra Olívia, que vivia em uma colônia de italianos. Ela apresenta-lhe Anamaria, sua filha.
Votando ao tempo presente, Eugênio chega ao hospital e recebe a notícia de que ela morreu.
A segunda parte do romance acontece no tempo presente, e inicia-se logo após a morte de Olívia. No entanto, existe existem também alguns flashbacks que ocorrem por meio das partes de algumas das cartas que Olívia escreveu para Eugênio, mas que nunca lhe enviou. Eugênio decide separar-se da esposa e vai viver com a filha. Ele também volta a exercer a medicina, cuidando dos pobres. Assim, pouco a pouco, Eugênio se passa a valorizar as coisas simples da vida, como passear na companhia de sua filha em um dia ensolarado de verão.
Para melhor explicar a obra "Olhai os Lírios do Campo", nada melhor do que as palavras do seu próprio autor:
“Talvez Olhai os Lírios do Campo deva ser considerado mais uma parábola moderna na forma de romance do que um romance propriamente dito. Seja como for, aqui está o livro, com algumas correções no que diz respeito à linguagem. Se a história deu prazer a tanta gente (a julgar pelos milhares de cartas que até hoje venho recebendo e por manifestações pessoais de viva voz da parte de incontáveis leitores), não vejo razão para impedir que ela continue a sua carreira."

(Fonte: www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo)
GRANDES NOMES DA LITERATURA


ÉRICO VERÍSSIMO
(Fonte: Wikipédia)

Érico Lopes Veríssimo, nascido em Cruz Alta (RS) no dia 17 de dezembro de 1905, foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX.
Filho de Sebastião Verissimo da Fonseca e Abegahy Lopes Verissimo, família abastada que ficou arruinada, não chegou a completar os estudos secundários devido à necessidade de trabalhar.
Estabeleceu-se com uma farmácia em Cruz Alta, mas não foi bem sucedido. Mudou-se então para Porto Alegre em 1930 disposto a viver de seus escritos e na capital gaúcha passou a conviver com escritores já renomados, como Mário Quintana, Augusto Meyer, Guilhermino César e outros. No ano seguinte foi contratado para ocupar o cargo de secretário de redação da Revista do Globo, da qual se tornaria editor a partir de 1933. Assumiu, também, todo o projeto editorial da Editora Globo, projetando-a nacionalmente.
Publicou a sua primeira obra, Fantoches, em 1932, uma seqüência de contos, em sua maioria na forma de pequenas peças de teatro. No ano seguinte obteve o seu primeiro sucesso, com o romance "Clarissa".
Casou-se em 1931 com Mafalda Volpe e teve dois filhos, Luis Fernando Verissimo, também escritor, e Clarissa.
Em 1936, mesmo ano do nascimento de Luis Fernando, Érico Verissimo publicou Olhai os Lírios do Campo, sua primeira obra de repercussão nacional e internacional. Muitas décadas mais tarde, em 2006, essa obra influenciou fortemente a novela Páginas da Vida, de Manuel Carlos. A novela tirou do livro algumas personagens.
Em 1943 mudou-se com a família para os Estados Unidos, onde ministrou aulas de Literatura Brasileira na Universidade de Berkeley, até 1945. Entre 1953 e 1956 foi diretor do Departamento de Assuntos Culturais da Organização dos Estados Americanos, em Washington. Dessas viagens e da permanência nos Estados Unidos resultaram dois livros: Gato preto em campo de neve (1941), e A volta do gato preto (1947).
É considerada como a sua obra-prima a trilogia histórica O Tempo e o Vento (1949-1961), da qual saíram alguns personagens primordiais e bastante populares entre seus leitores, como Ana Terra e o Capitão Rodrigo.
Em 1965 publicou o romance O Senhor Embaixador no qual refletia sobre os descaminhos da América Latina.
No romance Incidente em Antares (1971), traça um apanhado da história do Brasil desde os primeiros tempos e envereda pelo fantástico, com uma rebelião de cadáveres durante uma greve de coveiros na fictícia cidade de Antares.
O enfarte que o vitimou em 1975 impediu-o de completar o segundo volume de sua autobiografia, Solo de Clarineta, programada para ser uma trilogia, além de um romance que se chamaria A hora do sétimo anjo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

UM DEDO DE PROSA


SEMANA DO DEFICIENTE

As escolas do Distrito Federal resolveram comemorar a Semena do Deficiente. De 15 a 19/09 todos os estabelecimentos públicos de ensino do DF terão atividades voltadas para os alunos portadores de necessidades educacionais especiais. Cada escola montará a sua programação, desde que voltada para a conscientização de toda a comunidade escolar.
Tal iniciativa surgiu tendo em vista a necessidade de se conscientizar pais, alunos professores e servidores sobre a inclusão de alunos "especiais" no meio acadêmico.
Na minha opinião, quem primeiro deveria conscientizar-se de que inclusão é "coisa séria" seria o Governo.
De repente eles (os responsáveis pela educação) apareceram com um "lindo" projeto de inclusão e resolveram implantá-lo, sem antes buscarem condições para a sua implementação. No papel, tudo muito bonito, perfeito... Coisa de Primeiro Mundo!... Mas na realidade, falta muita coisa ainda para que essa inclusão esteja de acorco com as necessidades daqueles que mais precisam dela: os alunos portadores de necessidades educacionais especiais.

À parte esses problemas, essa semana promete ser agitada, pois os professores estão engajados na proposta. Boas idéias surgiram aos montes. Basta agora colocá-las em prática e torcer para que a Semana seja proveitosa e que fique, após o seu término, um gostinho de "quero mais" para o ano que vem.
MEUS VERSOS LÍRICOS





FILHOS DO PRECONCEITO
(Joésio Menezes)



Não nos olhem como se fôssemos anormais
Nem nos tratem como se fôssemos doentes...
Se lhes incomoda conviver com deficientes,
Com o preconceito nos incomoda muito mais.

Não nos tenham como seres irracionais...
Também somos capazes e inteligentes,
No entanto, um pouquinho diferentes
E dotados de necessidades especiais.

Não nos rejeitem, também temos coração,
Não nos ignorem, precisamos de atenção,
Nem nos venham com sentimento de piedade...

Precisamos de um gesto de carinho
E de alguém que conheça o caminho
Da compreensão, do amor, da amizade.


UM SONETO PARA TAYSE
(Joésio Menezes)

À sua volta o silêncio total,
Mas nada lhe passa despercebido,
Pois seus olhos guiam-na no desconhecido
Mundo dos ouvintes, às vezes desleal.

E travando uma luta quase desigual,
Mesmo que isso nos pareça descabido
A um deficiente nesse mundo perdido,
Vencer na vida é o seu ideal.

Aliada à fé, sua força de vontade
Supera toda e qualquer desigualdade
Que a vida um dia lhe possa impor.

E para prosseguir nessa lida
A força motriz da sua vida
É Deus Onipotente, a fonte do amor.
O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA E UNIVERSAL


DEFICIÊNCIAS
(Mario Quintana)

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida,
aceitando as imposições de outras pessoas
ou da sociedade em que vive,sem ter consciência
de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
de fome, de miséria, e só tem olhos
para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,
ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho
e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente
e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção
daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.


ROSA DE HIROSHIMA
(Vinícius de Moraes / Gerson Conrad)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
CRÔNICA DA SEMANA


EM TERRA DE CEGOS...
(Joésio Menezes)

Hoje, minha visão é monocular. Mas nem sempre foi assim. Mesmo sendo alto-míope (14 graus no olho esquerdo e 18 no direito), eu enxergava com os dois olhos.
Mas alguns anos atrás um descolamento de retina levou-me à mesa de cirurgia por três vezes. Foram sete meses consecutivos visitando oftalmologistas, usando colírios, submetendo-me a sessões de laser, porém tudo em vão... Perdi a visão do olho direito.
No início, quando os médicos disseram-me não mais ter solução para o meu problema, pareceu-me que o mundo havia caído sobre a minha cabeça. E chorei e chorei e chorei... Chorei tanto quanto um recém-nascido à espera do leite materno; entrei em depressão... Nada mais me fazia sentido. Questionava-me sempre sobre o que teria feito eu para receber tamanho castigo e nada de respostas. Comecei, inclusive, a duvidar da existência de Deus!...
Certa vez, numa dessas minhas visitas ao oftalmologista, enquanto tristemente eu aguardava a chegada do médico, uma enfermeira de pele tão alva quanto o uniforme que usava, cabelos loiros e voz suave sentou-se ao meu lado, pegou a minha mão esquerda e com uma das suas mãos segurava-a firmemente; com a outra, afagava-a ao mesmo tempo em que me confortava com doces palavras de consolo. E assim ela permaneceu por quase dez minutos, até que o doutor chamou-me.
Ao sair do consultório, procurei por aquele “anjo” que me consolara minutos antes, mas todos a que eu perguntava pela enfermeira davam-me a mesma resposta: “Não, eu não vi ninguém com essas características!”
Veio-me, então, a certeza de que eu recebera a visita de um arcanjo. A partir daí, senti que a minha fé em Deus não tinha acabado e passei a observar tudo e todos à minha volta. Comecei a “enxergar” além do que me era permitido, não com o olho que me restara, mas com o coração.
Comecei a ver que havia pessoas em pior situação que a minha; pessoas que têm os dois olhos perfeitos, mas que se encontram prostradas numa cama, dependendo de tudo e de todos; pessoas portadoras de doenças letais, as quais estão somente aguardando a morte chegar para, finalmente, “descansarem” em paz.
Mas eu não!... Eu acabara de perder somente um dos olhos. Resta-me outro ainda!... Míope, mas suficientemente “perfeito” para as minhas necessidades essenciais: locomover-me sem o auxílio de outrem, ler, escrever, admirar a natureza e, especialmente, apreciar a beleza feminina.
Conformar-me ainda não consegui (nem sei se é possível!), mas já aceitei o que a mim foi designado por Deus, mesmo porque minha situação não é de toda ruim!... Se por um lado eu saí no prejuízo com a perda de um olho, por outro saí lucrando: ao mandar fazer meus óculos, pago só a metade, pois em vez de duas, somente uma lente é feita. E tem ainda a minha situação social, que a qualquer momento pode ser mudada da condição de plebeu para a de Monarca, basta apenas que eu procure um país de não-videntes e me candidate à coroa.
RESENHA LITERÁRIA


OS GIRASSÓIS CEGOS
(Alberto Mendez)

Este livro é o regresso às histórias reais do pós- Guerra Civil Espanhola, narradas em voz baixa por aqueles que não queriam simplesmente contar histórias, mas sim falar de seus amigos, de seus familiares desaparecidos e de ausências irreparáveis. Histórias dos tempos do silêncio, quando dava medo alguém saber que sabia de algo. Quatro versões, sutilmente entrelaçadas, mostram que a derrota é a verdadeira protagonista de todas elas, pois, foram tantos os horrores que, todos os medos, todos os sofrimentos, todos os dramas, só tinham uma coisa em comum: os mortos. Na primeira derrota, um capitão do exército de Franco, próximo de ganhar a guerra, entrega-se ao exército inimigo por se recusar a tornar-se um vitorioso. Na segunda, um jovem poeta foge com a namorada - ainda menina e grávida-, se refugia nas montanhas para viver uma vertiginosa história de amor e de morte no curto espaço de alguns meses. Na terceira, um soldado encarcerado se nega a viver na impostura para que seu carrasco seja merecidamente qualificado de carrasco. E por último, o padre libidinoso, que esconde sua lascívia sob a máscara do fascismo apostólico e reclama o sangue purificador do vencido.

(Fonte: pt.shvoong.com/books)
GRANDE NOMES DA LITERATURA


HELEN KELLER
(Fonte: wikipedia)

Helen Adams Keller (Tuscumbia, 27 de junho de 1880 — Westport, 1 de junho de 1968) foi uma escritora, conferencista e ativista social estadunidense.
Nascida no Alabama, foi dos maiores exemplos de que as deficiências físicas não são obstáculos para se obter sucesso. Helen Keller foi uma extraordinária mulher, triplamente deficiente, que ficou cega e surda, desde tenra idade, devido a uma doença diagnosticada na época como febre cerebral (hoje acredita-se que tenha sido escarlatina). Superou todos os obstáculos, tornando-se uma das mais notáveis personalidades do nosso século. Ela sentia as ondulações dos pássaros através dos cascos e galhos das árvores de algum parque onde ela passeava.
Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de deficiência. Anne Sullivan foi sua professora, companheira e protetora. A história do encontro entre as duas é contada na peça The Miracle Worker, de William Gibson, que virou o filme O Milagre de Anne Sullivan, em 1962, dirigido por Arthur Penn (em Portugal, O Milagre de Helen Keller).
Em 1904 graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, instituição que a agraciou com o prêmio Destaque a Aluno, no aniversário de cinquenta anos de sua formatura. Falava os idiomas francês, latim e alemão. Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a universidade de Harvard e universidades da Escócia, Alemanha, Índia e África do Sul. Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra da França. Foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no Brasil, com a do Tesouro Sagrado, no Japão, dentre outras. Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes.
Em 1902 estreou na literatura publicando sua autobiografia A História da Minha Vida. Depois iniciou a carreira no jornalismo, escrevendo artigos no Ladies Home Journal. A partir de então não parou de escrever. alem de ser uma grande escritora

terça-feira, 9 de setembro de 2008

UM DEDO DE PROSA


"PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES"

Todo ano é sempre a mesma coisa: campanhas e mais campanhas contra as queimadas, contra a devastação da floresta amazônica, contra o aquecimento global, contra a emissão de gases poluentes, em prol da coleta seletiva de lixo, ou seja, campanhas em prol da vida. E o que vemos?...
Nessa época do ano, principalmente nos arredores de Brasília, o que mais se vê são os carros dos bombeiros em disparada rumo a mais um foco de incêndio (na maioria das vezes criminoso) tentando salvar (às vezes sem êxito) o habitat e, conseqüentemente, a vida dos indefesos animais, vítimas da estupidez do homem. Aquele mesmo que se autodenomina RACIONAL!
Mas onde está a sua racionalidade?... Se o mundo está como está, a culpa é unicamente do homem que não sabe cuidar sequer do seu próprio habitat!
Nem tudo está perdido!... Apesar dos pesares, a natureza generosamente revitaliza-se e nos traz de volta a sua graça, os seus encantos, a sua magia, a sua vontade de viver... E em meio às cinzas do que antes fora um arbusto, vemos brotarem alguns verdes, mesmo sem nenhuma gota d'água vinda do céu cinzento. Isso é possível sim! Graças à chegada da PRIMAVERA (espírito da natureza), que permanece viva, aguardando o dia certo de manifestar esse milagre.
Setembro chegou, e com ele a certeza de que, em breve, veremos novamente o verde das árvores, o colorido das flores, o balé das borboletas e colibris...
E quando o Sol voltar a sorrir desejando-nos um BOM-DIA, teremos o prazer de ver sobre a relva as gotas do orvalho da madrugada, que de felicidade chora enquanto dormimos.
MEUS VERSOS LÍRICOS



A NATUREZA PEDE SOCORRO
(Joésio Menezes)


É com pesar e humildade
Que peço à humanidade
Um pouco mais de cuidado,
Pois, à mingua estou morrendo
E comigo vão desaparecendo
O que pelo Criador foi deixado...

No alto da sua ignorância,
O homem desconhece a importância
Que tem para a vida a natureza.
Ele tudo devasta, polui, contamina,
Desmata, queima, extermina,
Causando-me dor e tristeza.

Cada floresta por ele desmatada
É uma vida de mim abortada,
É a morte certa de um afluente...
A cada dejeto no rio despejado,
Em cada árvore queimada no cerrado,
Comigo morre o homem lentamente.

Por isso, peço que se manifeste,
De norte a sul, de leste a oeste,
Uma brigada de conscientização,
Para que o homem possa reencontrar
Uma maneira de sua vida melhorar
Sem queimadas, desmatamento ou poluição.


JOSÉ
(Joésio Menezes)

Meu nome é José...
Não sou vagabundo,
Mas sou para o mundo
Um Zé “qualqué”.

Um Zé Ninguém
Sem eira nem beira,
Sem nada na algibeira...
Sequer um vintém!

Meu nome é José...
José sem amor, sem paixão;
José sem Deus, sem religião;
José sem credo... José sem fé.

Um José sem moradia,
Sem emprego, sem felicidade,
Sem sorte, sem dignidade,
Sem vida, sem cidadania...

José é o meu nome.
Sem Gênio, sem Fada,
Sem mágicas, sem nada...
Sem ao menos um sobrenome.

Um José que a vida pariu
Sem cara, sem identidade,
Mas o exame de paternidade
Diz que sou José do Brasil!..