sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

UM DEDO DE PROSA

SOBRE O CARNAVAL

Aproxima-se o Carnaval, uma das festas mais animadas e representativas do mundo.
O carnaval tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje.
Segundo os historiadores, o entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a Colombina, o Pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem europeia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, surgem os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada. E entre um surgimento e outro, começam a desaparecer as roupas dos foliões.
Mas apesar da história, da tradição e da beleza do Carnaval, prefiro recolher-me ao meu “retiro espiritual” e lá ficar conversando com a minha consciência. E nos intervalos dessa conversa introspectiva, aproveito para ler ou escrever alguma coisa.

2 comentários:

  1. Engraçado,
    tb não sou de carnaval não.
    Bjs querido.

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  2. Querido amigo Joésio,

    Eu adorei conhecer a história do Carnaval com detalhes. Mas, também prefiro dançar junto com as fadas e os gnomos ao som da flauta dos anjinhos.

    Beijos, Madalena
    P.S.: já chegou teu livro!! Agora, lerei aos poucos, ou melhor dizendo: viajarei aos poucos pelo Brasil canção.

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