
(Davi Roballo)
Em meu divagador andar, pelas sendas de minha salutar insanidade, encontrei agora há pouco um ancião, que nos corredores da vivência já curtido pela experiência se fez poeta e cantor.
Aquele ser de cabelos brancos bailava nos braços da brisa e entoava um tributo à tempestade. Voltado para um redemoinho de papiros, penas e escritos saudava aquela força em ventos, a cantar alegremente sua renovação e êxtase pelo cultivo de sua liberdade.
O vi como um pássaro livre a revoar no horizonte, longe dos cárceres voluntários. De sua boca saía um canto magistral em forma de luzes que me prenderam a atenção:
Tempestade, majestosa tempestade cognitiva!... Daqui da janela de meu paraíso, observo-te sorridente. Feliz, encontro-me radiante a observar-te a arrasar as plantações equívocas que se arraigaram nas glebas de minha alma. Concomitante, admiro contriste ao largo no horizonte e aos meus pés onde aterrado encontra-se meu paraíso, grandes árvores acorrentadas ao chão pelos guardiões da estupidez, para não curvarem-se diante de tua força e sutileza.
Tempestade, minha grande destruidora e reconstrutora tempestade de leitura!... Como pude considerar-te algoz, quando na verdade queria libertar-me das prisões escuras e frias, onde me submeteram os déspotas que seqüestraram as causas primeiras das verdades, por terem elas ferido seus brios, calcado suas empáfias e calado fundo a espada racional em seus pérfidos corações?...
Tempestade, minha profícua tempestade!... Não me causam mais temor, teus raios, trovões e tufões que me transportam para lindos e contemplativos prados, onde me deleito em teu seio esplendido a contemplar o verdadeiro cenário divino.
Tempestade, minha doce tempestade de livros!... Teus ventos uivantes não me açoitam no pensar e no construir, como acreditara eu antigamente. Tuas torrentes acariciam-me o livre pensar e faz-me um eterno artífice de mim mesmo, que quando obsoleto torna-se este edifício Eu, que destruído é por tua força e surge uma nova edificação em conformidade com o tamanho de meu espírito a crescer dia a dia, graças a ti, majestosa tempestade de letras!...
Aquele ser de cabelos brancos bailava nos braços da brisa e entoava um tributo à tempestade. Voltado para um redemoinho de papiros, penas e escritos saudava aquela força em ventos, a cantar alegremente sua renovação e êxtase pelo cultivo de sua liberdade.
O vi como um pássaro livre a revoar no horizonte, longe dos cárceres voluntários. De sua boca saía um canto magistral em forma de luzes que me prenderam a atenção:
Tempestade, majestosa tempestade cognitiva!... Daqui da janela de meu paraíso, observo-te sorridente. Feliz, encontro-me radiante a observar-te a arrasar as plantações equívocas que se arraigaram nas glebas de minha alma. Concomitante, admiro contriste ao largo no horizonte e aos meus pés onde aterrado encontra-se meu paraíso, grandes árvores acorrentadas ao chão pelos guardiões da estupidez, para não curvarem-se diante de tua força e sutileza.
Tempestade, minha grande destruidora e reconstrutora tempestade de leitura!... Como pude considerar-te algoz, quando na verdade queria libertar-me das prisões escuras e frias, onde me submeteram os déspotas que seqüestraram as causas primeiras das verdades, por terem elas ferido seus brios, calcado suas empáfias e calado fundo a espada racional em seus pérfidos corações?...
Tempestade, minha profícua tempestade!... Não me causam mais temor, teus raios, trovões e tufões que me transportam para lindos e contemplativos prados, onde me deleito em teu seio esplendido a contemplar o verdadeiro cenário divino.
Tempestade, minha doce tempestade de livros!... Teus ventos uivantes não me açoitam no pensar e no construir, como acreditara eu antigamente. Tuas torrentes acariciam-me o livre pensar e faz-me um eterno artífice de mim mesmo, que quando obsoleto torna-se este edifício Eu, que destruído é por tua força e surge uma nova edificação em conformidade com o tamanho de meu espírito a crescer dia a dia, graças a ti, majestosa tempestade de letras!...
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