quinta-feira, 13 de junho de 2013

UM DEDO DE PROSA

GRAN CIRCUS BRASILIS:
A DOIS DIAS DO ESPETÁCULO

            A dois dias da abertura da Copa das Confederações, cá estou eu mais vez para desabafar com quem não tem nada a ver com os meus problemas: VOCÊ, caro leitor!
            Não é fácil saber que em pouco mais de três anos o governo demoliu e reconstruiu o estádio Mané Garrinha (hoje, Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha). Pior ainda é saber o quanto foi gasto nessa obra: mais de um bilhão de reais. Isso só em Brasília!... Enquanto isso, numa cidadezinha do interior do Pará o ano letivo ainda não teve início, pois a escola municipal de lá está em reformas há mais de três.
            Também no interior do Pará, outras escolas municipais estão em situação de abandono. Em algumas, os quadro negos ficam sobre duas cadeiras e as salas de aula são divididas ao meio por folhas madeirite com a finalidade de alojarem duas turmas de alunos. Quase tive um troço quando assisti à reportagem no BOM DIA BRASIL!...
            Para completar, o governo brasileiro decidiu acatar as ordens da TODA PODEROSA FIFA e ordenou que, nos estados que sediarão os jogos da Copa, o calendário escolar seja alterado de forma que, durante o certame internacional, as atenções estejam todas voltadas para os ESPETÁCULOS FUTEBOLÍSTICOS e para a cara enrugada e entojante de Joseph Blatter.
            Infelizmente, a SAÚDE, a SEGURANÇA e a EDUCAÇÃO estão longe de ser prioridades.


MEUS VERSOS LÍRICOS

ALMA DE POETA
(Joésio Menezes)

Minha vida nada seria
Sem o brilho dos olhos teus
Iluminando os sonhos meus
Dia e noite, noite e dia.

Eu, certamente, viveria
Sob as sombras turvas do breu
Sem a graça do riso teu,
Cujo lume me alumia...

Seria triste o meu fado
Se Deus me tivesse negado
O prazer de viver contigo,

Pois a minh’alma de poeta
Sente-se triste, incompleta,
Quando tu não estás comigo.


FASCÍNIO
(Joésio Menezes)

Hoje, o Céu amanheceu lindo,
aconchegante, encantador...
E assim ele acordou tão somente
para esperar um riso teu,
tão sincero e fascinante
quanto o azul-infinito
com que ele hoje nos presenteou.

Hoje, no Céu, o Sol despontou
cheio de graça, sorridente...
envolvido pela certeza
de que iria receber de ti
um sincero “bom-dia”
seguido daquele teu riso
tão cortejado pelo firmamento.

E sob os efeitos apaixonantes
do Sol e do Céu,
hoje apaixonei-me, inda mais,
pela vida, que nada seria
sem o brilho do teu olhar
e o fascínio do teu sorriso,

provas da existência de Deus.
O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA

FLOR
(Marcos Alagoas)

Sempre há alguém
plantando,
uma flor
em algum jardim,
em algum caminho,
em algum lugar
no mundo...

Seja onde for,
seja
qualquer
flor!...

Não importa a sua cor
nem quem
a plantou,
mas que seja bela,
sem espinhos,
sem dor.

Que seja
alma colorida
e símbolo
do Amor.


UMA VIDA EM CINCO LINHS
(Vivaldo Bernardes)

Minha vida agonizava.
Tu me apareceste.
Revivi de novo. Escrevi poesia.
Mostraste-me quem és.

Meu último texto: “Desilusão”!

CRÔNICA DA SEMANA

CAFEZINHO
(Ruben Braga)

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.
Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase: - Ele foi tomar café.
A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer: - Bem cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.
Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago: - Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.
Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar: - Ele está? - alguém dará o nosso recado sem endereço. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo: - Ele disse que ia tomar um cafezinho...
Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão: - Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...
Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

UM DEDO DE PROSA



SOBRE A FILOSOFIA DA VACA

            A oito dias do início da Copa das Confederações da FIFA, o Brasil ainda não conseguiu “arrumar a casa”, tanto no aspecto desportivo quanto no social.
            Enquanto Felipão busca encontrar o time ideal para não dar vexame em casa, os governantes tentam “camuflar” o caos social por que passa nosso país: do Oiapoque ao Chuí, são constantes as notícias sobre o caos na saúde e na segurança pública, e sobre o aumento de jovens envolvidos no tráfico e no uso de drogas (e por falar em drogas, o que vocês estão achando da nova “Família Scolari”?).
            Enquanto o Brasil investe bilhões e bilhões de reais nos estádios que receberão jogos das Copas das Confederações e do Mundo, centenas de brasileiros morrem diariamente nas filas dos hospitais ou em consequência da violência urbana; enquanto a FIFA faz exigências absurdas (e fora do contexto desportivo) ao governo brasileiro, alguns trabalhadores exigem apenas melhores condições de trabalho; enquanto os organizadores supervalorizam os preços dos ingressos para os jogos, milhões de brasileirinhos não têm sequer um biscoito de água e sal para se alimentarem; enquanto aqui estou eu escrevendo-lhes esse texto, o globo terrestre está girando ser dar importância às minhas palavras.
Ah!... e o que tem a ver este texto com o seu título?
Pois bem, explicarei: com isso, quero dizer que, a oito dias do início da Copa das Confederações da FIFA, em algum lugar dos quatro cantos do planeta Terra há pelo menos uma vaquinha que não esteja “cagando e andando” para o que eu penso...
MEUS VERSOS LÍRICOS



DESATINO
(Joésio Menezes)

Meus pensamentos foram em busca de ti...
Pela janela da vida saíram sem tino.
De carona no vento eu os segui
e juntos viajamos sem destino.
Ambos vagamos pelo orbe celeste,
e de Norte a Sul, de Leste a Oeste
o que encontramos foi o desatino.


BRASÍLIA
(Joésio Menezes))

Berço és da moderna arquitetura,
Representante da plebe e da nobreza,
Acintosa repressora da ditadura,
Símbolo da modernidade e beleza...
Ícone és da Arte e da Cultura
Levada ao povo com grande destreza.
Inspiras, também, a literatura,
Ainda que não seja da tua grandeza.
O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA



ESTE CORPO MEU
(Vivaldo Bernardes)

Ah! Corpo meu! De auroras e poentes!
Quando voltei, não eras nem menino,
e ainda no ventre, tinhas o meu tino
para cumprir os planos mais ardentes.

Corpo meu! que nasceste para as provas,
companheiro, buril de aço fino,
ainda tens que cumprir o teu destino
té que eu me vá, trilhando estradas novas.

Eu sei dos teus desgastes, do cansaço,
pois és matéria densa, putrescível,
mas peço, vem comigo mais um passo.

E quando eu te deixar na campa fria,
levarei no meu imo, imperecível,
tua imagem... saudade... nostalgia...


SER CRIANÇA
(Geralda Vieira)

Ser criança
É saber viver,
Aprender a falar
Sem medo de errar,
Sem receio de tropeçar.
Ser criança.
É viver o presente
Sem pensar no amanhã,
É correr, pular, brincar...
Ser criança.
É sorrir das pequenas
Coisas da vida,
É saber brincar sem medo,
Cair e se levantar.
Com a vida, vale a pena brincar!...
Ser criança
É viver correndo no espaço
Como se fosse o ar
Que respiramos,
É não esquecer que a criança
Assim para sempre será.