sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

MEUS VERSOS LÍRICOS



VERSOS ALADOS
(Joésio Menezes)

Aos meus versos dou asas
para que, livremente, possam voar
em busca do encantamento
que provocam os olhos teus...

Aos meus poemas, a liberdade
de encontrar-se com o teu sorriso
que, livre de qualquer pudor,
revela em ti a pureza
de um anjo ilibado.

A mim, reservo tão somente o dever
de admirar-te constantemente
sem maiores pretensões –
mesmo contrariando meu coração –
e o direito de elevar-te
a deusa imaculada da beleza,
rainha suprema da perfeição,
musa eterna dos meus versos
que voam livremente
em busca do encantamento
que provocam os olhos teus...


VIDA
(Joésio Menezes)

Afinal, para quê serve a vida
Se não posso eu vivê-la sem ti?
Talvez ela sirva de sobrevida
Ao romance que contigo vivi.

Pode ser ela, também, a guarida
Das dores que outrora eu senti
Quando da minha paixão incontida
Por aquela que jamais esqueci

E até hoje habita meu peito,
Fazendo de mim um pobre sujeito,
Incapaz de viver longe de ti...

Afinal, para quê chorar a vida
Se, logo após a tua despedida,
Me senti melhor depois que morri?...

O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA



O AMOR
(Jhennifer Karoline May)

O amor é um carnaval
É festa, é alegria
É algo que não tem igual
É um sentimento que contagia.

O amor é fogo
Que aquece meu coração
Alimentando minha alma
Deixando-me sem paixão.

O amor é realidade
Mostra-me a razão
De como é difícil viver
Sem amor no coração.

O amor é um grande mistério
Não tem explicação
É um sentimento maravilhoso
Porem são poucas as pessoas que
Realmente sabem o significado de AMAR.


POR VOCÊ
(Raul Cezarms)

Por você buscaria as estrelas,
me jogaria no Oceano,
ficaria nu em pleno carnaval,
tudo por você!

Trocaria todo dinheiro do mundo
por um sorriso seu,
viveria no meio do mato,
me jogaria de um penhasco
faria de tudo...
apenas por você.

Pra te ver sorrir
e nunca fazer chorar,
pra te ter aqui
e nunca te ver partir
te daria um amor infinito,
uma vida de rainha,
te entregaria todos os meus sentimentos
tudo por você...
CRÔNICA DA SEMANA



É CARNAVAL?
(Mário Prata)

Antigamente, quando o carnaval tinha lança-perfume da Rhodia (chamada Rodouro) e era vendida na porta do clube, a coisa era mais organizada. As pessoas esperavam pelo carnaval. Hoje tem carnaval todo dia. Naquele tempo, já dizia Jesus a seus discípulos-foliões, todo mundo trabalhava os outros 361 dias do ano. Ou estudava. Então, quando chegava o carnaval, o negócio era pra valer. Homem vestido de mulher era o mínimo que se permitia.
O evento – sim, era um evento – começava meses antes. Os compositores, os melhores compositores brasileiros, faziam as músicas “para o próximo carnaval”. Os cineastas brasileiros faziam os musicais da Atlântida para lançar as pérolas. Quando chegava fevereiro todo mundo já sabia “de cor e salteado” umas dez delas. Cidade Maravilhosa, Olha a Cabeleira do Zezé, Pierrô Apaixonado, Chiquita Gonzaga, lá da Martinica, Letra Ó, De Caniço e Samburá, Coração Corinthiano.
E, em função das músicas, se faziam os blocos para o clube. Famílias se reuniam, se organizavam, bolavam os figurinos, gastavam uma “nota preta”.
Nos dois sábados que antecediam as quatro noites, tínhamos o que era chamado de “pré”. Não, não tinha nada a ver com cheque-pré. O baile pré-carnavalesco já vinha embutido no preço das mesas para as quatro delirantes noites. Era o aquecimento, o treino, o bate-bola, o bate-coxa.
As pessoas cheiravam (lança) e caiam no meio do salão e aquilo era uma festa, não era uma droga. Outras bebiam e iam regorgitar (acabo de descobrir que esta palavra não tem nem no Aurélio, nem no Houaiss) lá na varanda. E depois, é claro, tinha uma bela duma sopa de cebola que ia até lá pelas oito da manhã. Sendo que no sábado e na terça tinham as matinês para a “gurizada”. E os jovens pais aproveitam para colocar os filhos nos ombros e cairem na gandaia naquele calor carnavalesco.
Namoros começavam naqueles dias. Outros, terminavam por causa de algum rapaz ou moça da capital que vinham cativar a caipirada. E quem “animava” os bailes eram grandes orquestras com mais de quarenta músicos. Orquestras que eram contratadas a preço de ouro um ano antes.
O carnaval era uma coisa séria, minha senhora. Hoje todo dia é dia de carnaval. Mas sem ter lança-perfume para jogar na bundinha das meninas, não tem a menor graça.
Agora quando chega o carnaval as pessoas procuram uma praia para descansar do carnaval que foi o ano todo. Onde já se viu?
E eu, como atualmente moro numa praia, estou pensando – seriamente – em cair na gandaia daqui a pouco. Vestir uma camisa listrada e sair por aí, “botando bezerro, botando pelo ladrão, deitando o verbo, destripando o mico, deitando carga ao mar, falando aos peixes”.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

UM DEDO DE PROSA



REFLEXÕES SOBRE O MEDO

            Prestes a publicar um livreto intitulado SOB O DOMÍNIO DO MEDO, resolvi eu mesmo prefaciar o meu trabalho. Antes, porém, busquei saber o que se pensam acerca do MEDO. E um dos melhores pensamentos alusivos ao tema que encontrei foi o de Jean-Paul Sartre: “Todos os homens têm medo. E quem não o tem, não é normal”. E é isso mesmo, pois o medo acompanha o homem desde o seu nascimento!
Descobri ainda que o medo nada mais é que uma perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente, ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa, ou seja, é uma sensação que nos proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por nos sentirmos ameaçados, física ou psicologicamente.
Segundo os estudiosos do assunto, o sentimento do medo é uma reação surgida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental que gera uma resposta de alerta no organismo. Dizem eles que essa reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo, que libera a adrenalina e o cortisol (hormônios do estresse) preparando o indivíduo para lutar ou para fugir.
Dizem, ainda, esses estudiosos que a resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade, por meio da qual o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo: o máximo seria o PAVOR e o mínimo, uma leve ANSIEDADE. Geralmente, uma pessoa amedrontada demonstra uma atenção exagerada a tudo que ocorre à sua volta, passando a conviver com o pânico e – em muitos casos – com a depressão.
Em suma, além de provocar algumas reações físicas facilmente observáveis numa pessoa em pânico, o medo pode, ainda, se transformar numa doença, denominada MEDO MÓRBIDO e comumente conhecida como fobia, que é qualificada pelos psiquiatras como Transtorno de Ansiedade. Segundo essa qualificação, tal distúrbio também provoca uma série de alterações nervosas e psicológicas no indivíduo que, sob o domínio do medo, muitas vezes passa a ter pensamentos sobre morte e/ou suicídio.

MEUS VERSOS LÍRICOS
 

EGOCENTRISMO
(Joésio Menezes)

Adentrei teu coração
E, antes que dissesses não,
Tua vida invadi.

Aprisionei tua liberdade,
Violei tua intimidade,
Apossei-me de ti.

Descobri teus segredos,
Ignorei teus medos,
Teus princípios transgredi.

Profanei teu pudor,
Resignei teu amor,
Teus apelos não ouvi...

E no auge do cinismo
Revelei meu egocentrismo
E em teus braços me perdi.


VERSOS ALADOS
(Joésio Menezes)

Aos meus versos dou asas
para que, livremente, possam voar
em busca do encantamento
que provocam os olhos teus...

Aos meus poemas, a liberdade
de encontrar-se com o teu sorriso
que, livre de qualquer pudor,
revela em ti a pureza
de um anjo ilibado.

A mim, reservo tão somente o dever
de admirar-te constantemente
sem maiores pretensões –
mesmo contrariando meu coração –
e o direito de elevar-te
a deusa imaculada da beleza,
rainha suprema da perfeição,
musa eterna dos meus versos
que voam livremente
em busca do encantamento
que provocam os olhos teus...