segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CRÔNICA DA SEMANA



OS RATOS ESTÃO SOLTOS!...
(Mazé Mourão, jornalista)

Reza a história nacional que o prédio da Câmara Distrital, em Brasília, inaugurado da semana passada e prontamente ocupado por militantes, teve a sua construção iniciada há 10 anos. Caramba! Mais engraçado, para não dizer trágico, assíduo leitor, a obra estava orçada em R$ 20 milhões. Porém, mesmo o Brasil não tendo inflação, ao colocar a última pá de cal na obra, o orçamento pulou para R$ 100 milhões. Será que tem muito rato parrudo roubando?
A pergunta acima procede, pois a história nacional lembra outra lenda que corre à boca pequena em Brasília. Diz-se, que lá tem tanto rato, mas tanto rato que se alguém esquecer numa mesa de gabinete um pedaço de queijo, o parlamentar que estiver no retrato pregado na parede, se materializa, vira bicho (entende?) e corre para roubar o queijo. Ô, raça!
E por falar em orçamento, estou completamente bege, enxaguada, quarada e passada nacaixa com a new-forma-de-empregar-sem-concurso.
Trata-se, veja só você, leitor(a) querido(a), da Fundação Escola, Rádio e TV Câmara de Manaus. Meninos, a farra vai ser boa, os salários vão de R$ 2.100 mil a R$ 9 mil e a pessoa ainda pode "arrastar" o seu salariozinho de funcionário público. Acha pouco?... Continue a leitura colega...
Os cargos, nossa! Vai de Diretor Presidente a Presidente da Comissão de Licitação, assim, pelas beiradas, vai comendo junto os cargos de assessor jurídico e de agente administrativo, para citar alguns. Eita, lelé, um festival de cargos para ratos se regalarem! É mole? Mana, como endurecer?
Nesse ritmo, não tem como subir e ficar duro o dos pobres mortais, gente! Sim, porque nós é que vamos pagar todos esses ratos. Agora, vem cá, e a Receita Federal, hein? Só sabe vasculhar a vida de quem trabalha. E é quem paga imposto, pois caso contrario baixa a dona Serasa, SPC e outros qtais! É dessa raça, hein? A Receita nem "se toca" em buscar as ratoeiras, não é, darling?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

UM DEDO DE PROSA



TENSÃO PRÉ-CARNAVAL (TPC)

            Às vésperas de mais um carnaval, acho-me meio cético para enclausurar-me num retiro espiritual e velho demais para assistir às “fortes imagens” de mulheres seminuas exibindo-se, sensualmente, na tela dos nossos televisores. Em consequência disso, a TPC (tensão pré-carnaval) deixa-me inquieto e, muitas vezes, mal humorado, pois durante os quatro dias de carnaval, culturalmente falando, nada de proveitoso a TV aberta tem a nos oferecer, e mais uma vez não viajarei a lugar nenhum, pois aonde quer que eu vá, deparar-me-ei com os festejos carnavalescos. Dessa forma, resta-me apenas ficar em casa.
            E o que mais me deixa intrigado (pra não dizer revoltado) é que o país inteiro para por conta dessa festa que, ao contrário do que muitos pensam, se originou na Grécia, em meados dos anos 600 a 520 antes de Cristo. Era nesse período que os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.
Posteriormente, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, lá pelos idos de 590 depois de Cristo. Naquela época, o período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne", tradução do latim "carne vale", que originou o termo CARNAVAL. E quando me pego fazendo comparações entre o carnaval da antiguidade – que era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres - e o da atualidade, a única semelhança que vejo entre os dois períodos é a “busca incessante dos prazeres”, que hoje se restringem aos carnais.
            Voltando à minha TPC, inda não sei o que fazer durante os próximos quatro dias de carnaval: se alugo alguns bons filmes para assistir na companhia da minha esposa (que também não curte as festas carnavalescas) ou se visto o meu “pijama listrado” e debruço-me sobre um bom livro.
MEUS VERSOS LÍRICOS



VERSOS ALADOS
(Joésio Menezes)

Aos meus versos dou asas
para que, livremente, possam voar
em busca do encantamento
que provocam os olhos teus...

Aos meus poemas, a liberdade
de encontrar-se com o teu sorriso
que, livre de qualquer pudor,
revela em ti a pureza
de um anjo ilibado.

A mim, reservo tão somente o dever
de admirar-te constantemente
sem maiores pretensões –
mesmo contrariando meu coração –
e o direito de elevar-te
a deusa imaculada da beleza,
rainha suprema da perfeição,
musa eterna dos meus versos
que voam livremente
em busca do encantamento
que provocam os olhos teus...


VIDA
(Joésio Menezes)

Afinal, para quê serve a vida
Se não posso eu vivê-la sem ti?
Talvez ela sirva de sobrevida
Ao romance que contigo vivi.

Pode ser ela, também, a guarida
Das dores que outrora eu senti
Quando da minha paixão incontida
Por aquela que jamais esqueci

E até hoje habita meu peito,
Fazendo de mim um pobre sujeito,
Incapaz de viver longe de ti...

Afinal, para quê chorar a vida
Se, logo após a tua despedida,
Me senti melhor depois que morri?...

O MELHOR DA POESIA BRASILEIRA



O AMOR
(Jhennifer Karoline May)

O amor é um carnaval
É festa, é alegria
É algo que não tem igual
É um sentimento que contagia.

O amor é fogo
Que aquece meu coração
Alimentando minha alma
Deixando-me sem paixão.

O amor é realidade
Mostra-me a razão
De como é difícil viver
Sem amor no coração.

O amor é um grande mistério
Não tem explicação
É um sentimento maravilhoso
Porem são poucas as pessoas que
Realmente sabem o significado de AMAR.


POR VOCÊ
(Raul Cezarms)

Por você buscaria as estrelas,
me jogaria no Oceano,
ficaria nu em pleno carnaval,
tudo por você!

Trocaria todo dinheiro do mundo
por um sorriso seu,
viveria no meio do mato,
me jogaria de um penhasco
faria de tudo...
apenas por você.

Pra te ver sorrir
e nunca fazer chorar,
pra te ter aqui
e nunca te ver partir
te daria um amor infinito,
uma vida de rainha,
te entregaria todos os meus sentimentos
tudo por você...
CRÔNICA DA SEMANA



É CARNAVAL?
(Mário Prata)

Antigamente, quando o carnaval tinha lança-perfume da Rhodia (chamada Rodouro) e era vendida na porta do clube, a coisa era mais organizada. As pessoas esperavam pelo carnaval. Hoje tem carnaval todo dia. Naquele tempo, já dizia Jesus a seus discípulos-foliões, todo mundo trabalhava os outros 361 dias do ano. Ou estudava. Então, quando chegava o carnaval, o negócio era pra valer. Homem vestido de mulher era o mínimo que se permitia.
O evento – sim, era um evento – começava meses antes. Os compositores, os melhores compositores brasileiros, faziam as músicas “para o próximo carnaval”. Os cineastas brasileiros faziam os musicais da Atlântida para lançar as pérolas. Quando chegava fevereiro todo mundo já sabia “de cor e salteado” umas dez delas. Cidade Maravilhosa, Olha a Cabeleira do Zezé, Pierrô Apaixonado, Chiquita Gonzaga, lá da Martinica, Letra Ó, De Caniço e Samburá, Coração Corinthiano.
E, em função das músicas, se faziam os blocos para o clube. Famílias se reuniam, se organizavam, bolavam os figurinos, gastavam uma “nota preta”.
Nos dois sábados que antecediam as quatro noites, tínhamos o que era chamado de “pré”. Não, não tinha nada a ver com cheque-pré. O baile pré-carnavalesco já vinha embutido no preço das mesas para as quatro delirantes noites. Era o aquecimento, o treino, o bate-bola, o bate-coxa.
As pessoas cheiravam (lança) e caiam no meio do salão e aquilo era uma festa, não era uma droga. Outras bebiam e iam regorgitar (acabo de descobrir que esta palavra não tem nem no Aurélio, nem no Houaiss) lá na varanda. E depois, é claro, tinha uma bela duma sopa de cebola que ia até lá pelas oito da manhã. Sendo que no sábado e na terça tinham as matinês para a “gurizada”. E os jovens pais aproveitam para colocar os filhos nos ombros e cairem na gandaia naquele calor carnavalesco.
Namoros começavam naqueles dias. Outros, terminavam por causa de algum rapaz ou moça da capital que vinham cativar a caipirada. E quem “animava” os bailes eram grandes orquestras com mais de quarenta músicos. Orquestras que eram contratadas a preço de ouro um ano antes.
O carnaval era uma coisa séria, minha senhora. Hoje todo dia é dia de carnaval. Mas sem ter lança-perfume para jogar na bundinha das meninas, não tem a menor graça.
Agora quando chega o carnaval as pessoas procuram uma praia para descansar do carnaval que foi o ano todo. Onde já se viu?
E eu, como atualmente moro numa praia, estou pensando – seriamente – em cair na gandaia daqui a pouco. Vestir uma camisa listrada e sair por aí, “botando bezerro, botando pelo ladrão, deitando o verbo, destripando o mico, deitando carga ao mar, falando aos peixes”.